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Março foi um mês de
grandes nimbos no plano internacional, que coincidiram com os desafios
muito menos conhecidos de nossa realidade local e pessoal. Múltiplos
níveis de preocupação e de esperança coexistem nos milhares de
habitantes que fazem parte de centenas de países nos cinco continentes.
Como é impossível deter os processos globais enquanto cada um ordena
seus próprios assuntos, afetos e iniciativas, outra alternativa não
resta senão encarar ao mesmo tempo tanto os grandes processos quanto as
questões menores que nos atingem de maneira direta. De modo que é
preciso resolver simultaneamente os desafios estratégicos e os
conjunturais, os grupais e os individuais. Talvez a beleza e até o
significado da vida estejam vinculados a essa complexidade de enigmas,
afetos e descobrimentos.
Como evitar a
confusão diante a multiplicidade de frentes, níveis, dimensões, fases e
tempos? Como concertar interesses e valores?; interesses e valores tão
variados quanto as pessoas e organizações existentes no mundo e em nosso
próprio bairro. Como entender e conhecer? Como desenvolver sentimentos e
conhecimentos capazes de nos sustentar material e espiritualmente?
Na verdade, todo o
tempo estamos aprendendo e ganhando experiência. Nesse processo, a
reflexão é essencial. Nós, os responsáveis de Opinión Sur, valorizamos
aqueles que nos ensinan tanto por meio de seu exemplo quanto por meio de
suas palavras. Além da perfeição, que sabemos que não existe, apreciamos
a entrega, a criatividade, o comportamento honesto e solidário. Em
alguns momentos de iluminação, conseguimos inserir a reflexão no
absorvente torvelinho da ação. A partir dessa fusão entre a reflexão e a
experiência surge, às vezes, o pensamento estratégico. Nesta edição,
assim como em cada edição de Opinión Sur, procuramos oferecer nossa
contribuição para o pensamento estratégico dos países do Hemisfério Sul.
Etamos abertos às contribuições de nossos colegas dos países centrais,
mas também estamos persuadidos do valor da diversidade de pensamento.
Talvez algum dia a diversidade de pensamento seja avaliada da mesma
maneira em que hoje, felizmente, é considerada a biodiversidade. Tomara
que esse dia não tenhamos de lamentar o pensamento desaproveitado,
ignorado, eliminado, sem que possamos recuperá-lo. Para nós, a riqueza
da diversidade de pensamento não pode nem deve ser desperdiçada. Ela não
surge das pedras, senão dos valiosos processos de reflexão originados em
circunstâncias singulares; é por isso que representa uma contribuição
diferenciada para o conhecimento global. Pois a universalidade do
pensamento não é incompatível com o pensamento autóctone, mas sim se
alimenta dele.
Saudações cordiais e
até a próxima edição.
Os Editores
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GEOPOLITICA
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A universidade,
de Norte a Sul
ou
A
desnaturalização do ensino superior
Juan Eugenio Corradi © Copyright Opinión
Sur, 2007
Resumo :
A iminente entrada em massa de sucursais das universidades
do Norte nos países do Sul não merece uma ponderação benigna e
superficial; pelo contrário, o assunto exige uma profunda análise da
tendência geral e perversa para a transfêrencia de capital
financeiro, cultural e humano do Sul para o Norte. Este trabalho
visa frear e virar esse fluxo por meio de iniciativas Sul-Sul. No
campo do ensino superior o objetivo é: não rejeitar nem acolher, mas
sim negociar.
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DESENVOLVIMENTO |
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Elefantes que passam sem serem vistos
Eduardo Remolins ©
Copyright Opinión Sur, 2007
Resumo :
A gente vê só aquilo que espera encontrar. Nosso cérebro
rejeita qualquer outra possibilidade. Às vezes, ficamos surpresos
quando alguém nos apresenta o que sempre tivemos bem debaixo do
nariz. Dan Brown, o autor de “O Código Da Vinci”, se baseou nessa
particularidade psicológica para escrever um best-seller e gerar uma
polêmica cujos ecos ainda ressoam. Mas o fenômeno também pode ser
aplicado a outros campos da ação humana. Por exemplo, o
empreendedorismo.
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Estimular
os empreendedores sem castigar os menos desenvolvidos (ou o
processo de concertar valores, interesses e conhecimentos diante
da globalização)
Roberto Sansón Mizrahi © Copyright Opinión Sur,
2007
Resumo:
Num mundo em que
predominam fortíssimos ventos de globalização, a necessidade de
preservar as identidades passa a ter maior importância. No entanto,
o maior desafio não é “resistir nas trincheiras”, senão impulsionar
o nascimento de melhores iniciativas econômicas, sociais, políticas
e culturais que nos permitam aproveitar as oportunidades preservando
nosso estilo e nossos valores.
Boa parte do problema
que enfrentamos
reside na falta de interesse, na miopia e no egoísmo das sociedades
afluentes;
porém,
outra parte do problema está no fato de que os países do Sul ainda
não conseguiram desenvolver estratégias efetivas para movimentar a
capacidade própria de pensar e agir.
Uma sociedade fragmentada, com antagonismos sociais
exacerbados,
não conseguirá sua realização plena.
A procura da conciliação só é possível mediante a
concertação de interesses, o que
implica encontrar fórmulas que permitam a reorientação construtiva
de comportamentos e atitudes. É necessário estabelecer acordos que
premiem os empreendedores, pois eles cumprem um papel essencial nos
processos de desenvolvimento, mas também é imprescindível —ética,
social e politicamente— oferecer opções para que grandes segmentos
da população superem sua situação de pobreza e atraso de maneira
definitiva.
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Transformações |
O desafio de encarar a corrupção
Roberto Sansón Mizrahi ©
Copyright Opinión Sur, 2007
Resumo:
Um
advogado que logra seu cliente recebendo dinheiro daqueles a quem
está processando. Um funcionário que exige propina para virar o
resultado de uma leilão pública em favor de uma empresa. Um juiz ou
promotor venal que põe de lado a justiça para favorecer uma das
partes em troco do pagamento de suborno. Um empresário que peita um
agente fiscal ou um funcionário da prefeitura a fim de sonegar
impostos. Um dirigente gremial que tira proveito das contribuições
dos trabalhadores. Um policial que permite iludir a lei em troco de
dádivas. Um dirigente esportivo que se apropria dos recursos do seu
clube. Um administrador que usa os ativos que lhe foram confiados em
benefício próprio. Um empreiteiro que engana, de diferentes maneiras,
aqueles que contrataram seus serviços. Um médico ou um dentista que
indicam intervenções cirúrgicas desnecessárias a fim de lucrar com
elas. Um político que emprega o tráfico de influência em benefício
próprio ou de seu partido... Estes são apenas alguns dos múltiplos
casos de corrupção que assolam nossos países. Além disso, há outros
delitos que constituem gravíssimas formas de corrupção, entre outros
o crime organizado, o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro, a
venda ilegal de armas, o contrabando, o tráfico de órgãos, o jogo
ilegal, e a exploração sexual de pessoas.
Qual
é o impacto desta enorme onda de corrupção? Por que ocorre? Como
devemos fazer frente a ela?
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Citas para a reflexão |
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Informação Geral |
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Nesta
seção oferece informação sobre
diversos tipos de acontecimentos
e publicações relacionados com a
temática de Opinión Sur, que
podem resultar interessantes
para nossos assinantes.
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Revista eletrônica, mensal e gratuita.
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Publicada por: Opinión Sur
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espanhol:
Argentina, resto de América e Espanha
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inglês:
África, Ásia, Europa, América do Norte e Oceania
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Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor-Leste
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edição em espanhol:
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edição em inglês:
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- Editores:
Juan Eugenio Corradi, Nova Iorque
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Roberto Sansón Mizrahi, Buenos Aires
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geral:
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comuni cações
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